sábado, 20 de outubro de 2007

O que fazer numa sexta e sábado sem aulas (ou algumas ideias sobre mercados e consumidores, embrulhados no acontecimento político da semana)

Finalmente uma sexta-feira e um sábado seguidos sem aulas!!! Como nem sabia o que fazer com tanto tempo, as cadelas estavam sossegadas e o marido fora, decidi pôr as leituras em dia.

E assim foi, lá comecei por Economia. Oligopólios e concorrência imperfeita. Porém, foi sol de pouca dura. Tinha algumas leituras por digerir: a Atlântico deste mês, pôr-me a par do Tratado (o do que se passa na bloggosfera), ler o Expresso...

Sendo assim, depois de ter feito a digestão de tanta informação, acabo o dia de hoje com algumas ideias que, espero, um dia virem a estar relacionadas com Economia (mas duvido que me façam destas perguntas no exame de 6 horas...). Vamos então a isso.

Comecei por ler o Abrupto (não sou fã, mas parece a transmissão em directo de um jogo de futebol! Têm a certeza que o JPP não esteve na zona de imprensa?). No fim, sentia-me como se tivesse lá estado! Entretanto, passei também pelo Insurgente, e parei uns instantes nas perguntas ausentes... Depois do minuto 3:57 do vídeo da conferência de imprensa da Presidência, comecei a pensar se este Tratado ficará para a história como o Tratado de Lisboa, ou o Tratado, em Lisboa? E para quem é que foi porreiro?! Só a história o dirá...

Por outro lado, no Expresso vinham dois artigos sobre o que actualmente considero as duas oportunidades de ouro dos negócios: o aumento da esperança de vida e a pacificação de África. Temos à nossa frente dois grandes segmentos de consumidores: os idosos, que não estão só nos países desenvolvidos, e os Africanos.

Em relação aos primeiros, nós, europeus, estamos muito habituados a vê-los como os como uma camada da população, típica dos países desenvolvidos. Sem dúvida que isso é verdade, mas este segmento tem muito mais variedade do que se pensa à primeira vista: em países em vias de desenvolvimento, altamente populosos, a esperança de vida está a aumentar de forma galopante, e os idosos começam a representar franjas da população muito interessantes em países como a Índia, por exemplo. Não se trata do mesmo poder de compra, mas trata-se de um mercado com muito mais consumidores, portanto, meus senhores, façam as contas!

Relativamente a África, a pacificação do continente está a atrair cada vez mais empresas, para aproveitarem a mão de obra e os recursos, com um risco político significativamente menor. Por outro lado, e apesar dor números trágicos da epidemia da SIDA e doenças associadas, África representa todo um continente de potenciais consumidores, com poder de compra reduzido mas ávidos do que seria "um bocadinho do céu ocidental". Assim, quer encontrar produtos de baixo custo e massificáveis para o mercado africano, pode ganhar uns euros.

E assim regresso ao Tratado. Será que a nova Europa vai ver o que está do outro lado do Mediterrâneo? Cá estaremos para ver, em Dezembro, na dita Cimeira...

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