Seis de Outubro de 2007, 8:10h da manhã: início do briefing antes da partida rumo a Caldelas, Braga, para aquele que viria a ser um dia inesquecível! Durante o percurso, com a equipa dividida em duas camionetas, e malgrado a sabotagem de que fomos alvo, conseguimos combinar o essencial: nome, grito de guerra, slogan, capitães de equipa, líder. À chegada, na antecâmara de um dia que nos fora descrito como um misto de diversão, trabalho e aprendizagem, sentíamo-nos motivados e curiosos com O QUE ia acontecer e COMO ia acontecer. Antecipando o final, as expectativas foram correspondidas!
À partida, uma baixa já conhecida e muito justificada do Zé Pinto (devida à Mafalda, a Contestatária), deixava um dos grupos da equipa coxo. Coxo em número de membros, mas de forma alguma em vontade ou ambição, como se viria a provar! Assim, o designado Departamento 1 da equipa era composto pela Alice, Catarina, Diana, Joana Mariano, André, Bernardo, Fernando, Jorge e Zé Miguel. O Departamento 2 contava com a Bárbara, Cecília, Joana Fontes, Alípio, Bruno, Eduardo e João. Eu, originalmente membro do Departamento 2, não fiz no entanto parte das operações, tendo ficado responsável pelo fluir de informação entre um centro de operações e os dois departamentos e pela distribuição de bolos de chocolate e coco para dar energia à malta! Impõe-se, também, mencionar o Rui, o Tiago e a Marta, que foram colocados em equipas de Executivos, mas cuja aquisição dos passes foi equacionada durante a jornada, não tendo no entanto sido possível concretizar os negócios.
O dia foi, tal como prometido, intenso. Às primeiras tentativas de execução das actividades, os tempos eram absolutos: não havia termo de comparação. Por isso mesmo, festejavam-se as conquistas com algumas reservas, pois ninguém imaginava que se pudessem manter até ao fim do dia. Tempos que pareciam bons haviam de se revelar absolutamente desproporcionados. Olhando para trás, atrever-me-ia até a chamar-lhes ridículos… Entre actividades ganhas e perdidas, a resiliência, a perseverança e a capacidade de acreditar ser possível eram testadas ao minuto. Por várias vezes conquistamos provas para, cinco minutos depois, estarmos a disputá-las novamente. E no processo acabamos por, em algum momento, liderar cada uma delas exceptuando o Baloiço e o Resgate. De todas, no entanto, tínhamos grandes aspirações em quatro: o Departamento 1 aniquilava todos os recordes no Passeio no Escuro e dava cartas na Rede; o Departamento 2 estava imbatível na Comunicação e próximo disso no Amendoim. Ainda para mais, o Ski parecia ter nascido colado aos pés do 2º Departamento, e no 1º as equilibristas e as torres de serviço tratavam por tu a fita cor de laranja! Pelo meio, com alguma sorte, ainda foi possível deter o recorde do Basket, obra do Departamento 2, e da Travessia, feito do Departamento 1. As perspectivas eram boas. Estávamos na vanguarda de várias das actividades, dispostos e capazes para lutar por elas e a prova disso era a liderança na geral aquando da pausa para almoço!


Dois momentos ENORMES do Passeio no Escuro!!
Durante a tarde, contudo, muita coisa haveria de se alterar, mas delas não constava o espírito de equipa, de ajuda, de cooperação já demonstrado de manhã. Por muito que nos digam que a ausência de conflitos não é um bom sinal, não vamos com certeza criá-los só para dizer que os temos! Além disso, em situações de stress (controlado), não existe só a opção de extravasar o fel. Uma alternativa é lutar ainda mais, ajudar ainda mais, puxar uns pelos outros ainda mais!! E foi isso que vimos acontecer! Joelhos esfolados, pernas e braços espalmados, olhos pisados podiam manifestar-se à noite, no dia seguinte, quando fosse, mas não naquele momento! Ali havia um objectivo comum e essa era força suficiente para esquecer tudo o resto. Mantivemos uma posição confortável durante toda a tarde, mantendo os recordes da Comunicação e do Passeio no Escuro (os dois exercícios em que a comunicação entre colegas era mais fundamental!), com tempos-bala em cada um deles! A Rede escapou-nos literalmente por segundos, atraiçoados por uma corda marota que fugiu debaixo dos pés. E o Amendoim, que acabou por se revelar uma questão de honra, foi por nós conquistado com um tempo absolutamente fantástico de 23 segundos!! Nunca tinha visto 5 pessoas agarradas, com um amendoim gigante no meio e de olhos vendados a correr encosta acima como se fossem um só e de olhos bem abertos!!! Impressionante!
Bem nos tentaram roubar o Amendoim...

Mas após incontáveis tentativas, ele é nosso!!

No final, desilusão só pelo resultado. Ficamos em último. Os números não mentem: últimos… O peso da história esmagava-nos, levara a melhor sobre a nossa vontade. Ainda assim, sabíamos que o nosso melhor tinha ficado espalhado pelo campo de treinos e, mais do que isso, que saímos dali mais fortes do que à chegada. A viagem de regresso, entre sestas bem merecidas e conversas de rescaldo, foi feita de consciência tranquila e no conforto de um sentimento: temos verdadeiramente um grupo! O grupo do Amendoim!
André, onde tens a cabeça?

Ah, está aí! Ufa...

As vossas performances até me deixaram com cara de parvo!!
