domingo, 30 de dezembro de 2007

O repasto dos guerreiros

Após mês e meio de intensa actividade académica eis que terminou a primeira época de exames para o MBA da EGP. Para celebrar a ocasião marcámos um jantar Natalício (dizem que o Natal já foi, mas eu não dei por nada).

Serviu para nos afastarmos da escola, mas na verdade todos falavam da maratona de Economia (nem quenianos aguentavam aquele ritmo) e das novas disciplinas que se avizinham.

O mês e meio que agora termina foi o culminar de um trimestre duro, desgastante e trabalhoso: exactamente o que se espera de um MBA. A garantia que temos é que ainda se avizinham muitos momentos complicados, onde vão ser colocadas à prova as nossas capacidades.

O convívio foi excelente, desde a selecção das entradas, passando pelas sugestões picantes do Jorge e acabando nos profiteroles comunitários.
O restaurante (www.dicasa.pt) recomenda-se pela localização e pelo ambiente.

Encontros destes são bem-vindos e recomendam-se!!! Espera-se é que no próximo estejam presentes os faltosos!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A Epifania da Contabilidade

E eis que após 6 horas de laboração intensiva sobre as diversa técnicas de custeio se chega ao momento de enlevação contabilística: afinal os processos de internalização de produtos têm de ser analisados pela via do custeio variável! Claro! A visão fica mais clara com a magistral explicação que se apresenta no esquema e que, obviamente, não deixa qualquer margem para dúvidas. Claro como água...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Mas que jogaço!


Por um destes dias , realizou-se um mítico jogo de futebol ali para os lados de Leça. Garanto-vos que vi no mesmo campo de futebol o Zidane, o Redondo, o Platini, o Kovacevic, o Maldini, o Di Stefano, o Laurent Blanc, o Puskas e o Garrincha!!!

Escusado será referir a qualidade técnica do futebol jogado, sendo mais importante mencionar o esforço colocado em campo por estas estrelas de futebol (bem demonstrado pela reportagem fotográfica). Entre os músculos doridos e as camisolas encharcadas, houve ainda espaço para controlar as tensões de alguns jogadores, já menos habituados a um ritmo tão intenso de competição.

A qualidade de futebol foi de tal modo marcante, que entre público perguntavam para que grupo da Liga dos Campeões estávamos a jogar!!! Entre bons momentos futebolísticos, não me canso de realçar os belos momentos de camaradagem vividos, com os defesas a abraçarem o avançado, tal era a amizade que sentiam por ele no momento.

Não posso deixar de referir a ausência sentida da claque de apoio, o que afectou o rendimento de alguns jogadores, desejosos de ouvir as palavras de incentivo.

Está prometido que na próxima semana vamos realizar uma nova competição, desta vez envolvendo tremoços, e cereais fermentados: desafios menos susceptíveis de criar esforços físicos exagerados!

sábado, 20 de outubro de 2007

O que fazer numa sexta e sábado sem aulas (ou algumas ideias sobre mercados e consumidores, embrulhados no acontecimento político da semana)

Finalmente uma sexta-feira e um sábado seguidos sem aulas!!! Como nem sabia o que fazer com tanto tempo, as cadelas estavam sossegadas e o marido fora, decidi pôr as leituras em dia.

E assim foi, lá comecei por Economia. Oligopólios e concorrência imperfeita. Porém, foi sol de pouca dura. Tinha algumas leituras por digerir: a Atlântico deste mês, pôr-me a par do Tratado (o do que se passa na bloggosfera), ler o Expresso...

Sendo assim, depois de ter feito a digestão de tanta informação, acabo o dia de hoje com algumas ideias que, espero, um dia virem a estar relacionadas com Economia (mas duvido que me façam destas perguntas no exame de 6 horas...). Vamos então a isso.

Comecei por ler o Abrupto (não sou fã, mas parece a transmissão em directo de um jogo de futebol! Têm a certeza que o JPP não esteve na zona de imprensa?). No fim, sentia-me como se tivesse lá estado! Entretanto, passei também pelo Insurgente, e parei uns instantes nas perguntas ausentes... Depois do minuto 3:57 do vídeo da conferência de imprensa da Presidência, comecei a pensar se este Tratado ficará para a história como o Tratado de Lisboa, ou o Tratado, em Lisboa? E para quem é que foi porreiro?! Só a história o dirá...

Por outro lado, no Expresso vinham dois artigos sobre o que actualmente considero as duas oportunidades de ouro dos negócios: o aumento da esperança de vida e a pacificação de África. Temos à nossa frente dois grandes segmentos de consumidores: os idosos, que não estão só nos países desenvolvidos, e os Africanos.

Em relação aos primeiros, nós, europeus, estamos muito habituados a vê-los como os como uma camada da população, típica dos países desenvolvidos. Sem dúvida que isso é verdade, mas este segmento tem muito mais variedade do que se pensa à primeira vista: em países em vias de desenvolvimento, altamente populosos, a esperança de vida está a aumentar de forma galopante, e os idosos começam a representar franjas da população muito interessantes em países como a Índia, por exemplo. Não se trata do mesmo poder de compra, mas trata-se de um mercado com muito mais consumidores, portanto, meus senhores, façam as contas!

Relativamente a África, a pacificação do continente está a atrair cada vez mais empresas, para aproveitarem a mão de obra e os recursos, com um risco político significativamente menor. Por outro lado, e apesar dor números trágicos da epidemia da SIDA e doenças associadas, África representa todo um continente de potenciais consumidores, com poder de compra reduzido mas ávidos do que seria "um bocadinho do céu ocidental". Assim, quer encontrar produtos de baixo custo e massificáveis para o mercado africano, pode ganhar uns euros.

E assim regresso ao Tratado. Será que a nova Europa vai ver o que está do outro lado do Mediterrâneo? Cá estaremos para ver, em Dezembro, na dita Cimeira...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O que ando a ler

Neste momento o meu livro de mesa de cabeceira é : The Halo Effect: and the Eight Other Business Delusions That Deceive Managers.

O livro descreve a forma como as empresas são analisadas hoje em dia, e como facilmente assumimos que as consequências do seu desempenho são características quando olhamos para o desempenho de uma empresa e vice-versa. De forma sucinta, analisa o desempenho de diferentes empresas, e as considerações feitas sobre o seu desempenho e respectivas suas causas, demonstrando que muitas vezes que o que é elogiado em tempos de crescimento é criticado em tempos de crise.

Para além de dar uma visão crítica sobre as verdadeiras razões do sucesso das empresas, descreve as histórias de sucesso/ insucesso de algumas das mais famosas empresas do mundo, dando-nos a conhecer algumas das boas/ más práticas do mercado.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Estão perdoados!

Após um mês e uma semana de intensa convivência, esta separação entre part e full-timers provoca saudades. Por isso, voltem, que estão perdoados!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Queda...

É justo que saibam desde já que esta mensagem não é sobre o MBA. Não pude, no entanto, deixar de a escrever.

Nas nossas áreas de interesses, cada um de nós acaba por encontrar e reter nomes marcantes, referências que nunca mais se esquecem. À força de longos períodos de convivência, tornam-se familiares, a acabamos por ganhar simpatias (ou antipatias…) por pessoas que nunca conhecemos, mas sobre quem formamos uma opinião.

Ora, dada a minha formação, um desses incontornáveis vultos é o de James Watson. Juntamente com Francis Crick, ele revelou ao mundo, em 1953, a estrutura em dupla hélice do DNA, sendo este um marco histórico da ciência. Apenas como apontamento, é evidente que esta descoberta não surgiu isolada do passado, sendo por demais justo referir também o nome de Rosalind Franklin, cuja Photo 51 foi fundamental para o desenrolar do resto do processo.

Mas voltando a Watson, ele tornou-se desde há muito uma das tais referências para mim. O respeito pela pessoa era grande, mas tudo se alterou no tempo que demora a ler uma notícia… De acordo com ela, o senhor disse, e passo a citar “Toda a nossa política social está baseada no facto da inteligência deles [dos africanos] ser a mesma que a nossa. Mas todas as experiências dizem que não é bem assim. Quem tenha que lidar com empregados negros sabe que isto não é verdade”. Além desta pérola, é-lhe também atribuída uma outra declaração, há 10 anos atrás, em que afirma que se por acaso fosse descoberto e identificado um gene para a homossexualidade, então as mães em cujos fetos tal fosse detectado deveriam ter o direito de abortar.

Há realmente uma coisa em que concordo com Watson: a inteligência não está igualmente distribuída pelas pessoas. Julgo é que se enganou no padrão, e aparentemente ele não foi muito favorecido…

Tal como nos vem sendo dito nos últimos tempos, a reputação é algo que demora muito a construir, mas muito pouco a perder. Neste caso, demorou duas declarações. Fica o respeito pelo trabalho.